Sonho de Consumo

>> terça-feira, 10 de novembro de 2009

Os fãs dos Beatles vão até querer vender a alma para colocar as mãos neste pendrive de 16GB. A Apple Corps Ltd. e a EMI Music criaram este pendrive no formato de uma maçã verde que possui em sua memória os 14 álbuns remasterizados da banda de Liverpool. Além das músicas, o gadget também vem com 13 mini-documentários, fotos raras e muito mais. Compatível com PC e Mac, o mimo está temporariamente esgotado, mas ainda não é hora de perder as esperanças.

Via @jeandorgan

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O dia em que James tocou para Martin

>> quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Era uma tarde tranquila num dos bares de Virginia Beach, em abril de 1967. Rapidamente um grupo de homens gritando e gargalhando reuniu-se ao redor de algumas mesas, todos bebendo à saúde de alguém que cometera um assassinato. Pouco depois a garçonete informou aos demais que Martin Luther King fora morto.

Naquela noite de abril de 1967, Jimi entrou no palco com toda a tranquilidade, e sob muitos aplausos disse: "Este número é dedicado a um amigo meu." E então iniciou uma improvisação de beleza absolutamente estarrecedora. No mesmo instante, todos ali souberam que o amigo a quem ele se referia era Martin Luther King, e aquela música transmitia de alguma forma, toda agonia do povo negro. Era o lamento por um grande homem, o lamento mais pungente possível, além da imaginação de qualquer um. Quando Jimi terminou, não se ouviam aplausos. Todos, naquela vasta multidão, ficaram imóveis em seus lugares, ou choravam. Jimi deixou sua guitarra no chão e se retirou do palco em silêncio.

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30/09 - 23h35

Atendendo aos pedidos dos amigos Rodrigo Dias e Fanny Webber, antecipo que infelizmente não há registro em vídeo do momento acima descrito. O texto foi concebido com base em relatos de jornalistas e músicos, entrevistas que li, todas mencionando a sublime homenagem.

Não satisfeito, escolhi um momento que acredito ser único na carreira de Jimi, por sintetizar muito bem sua maior qualidade - a expressão inequívoca através da guitarra - Quando tocava, Hendrix transbordava verdade, devoção total e sincera à sua musica.

Power to Love
Esta versão de "Power of Soul" foi gravada na série de shows que Jimi, já com a Band of Gypsys, realizou no Filmore East em 1969. Após a intro há uma breve pausa, então...




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Mais uma estratégia de Tróia

>> sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A cada dia me impressiono mais com a habilidade deses caras que criam mails com links que levam a arquivos ou páginas obscuras, no que diz respeito à segurança.

Já recebi de tudo, cobrança das Casas Bahia, comunicado do Banco Central, da TIM, fotos da traição de uma namorada/esposa (que não tenho), atualização de CPF, até uma gentil limpeza de contados do msn, todos com o famigerado link maldoso.

Essa foi longe demais.

Photobucket

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A velocidade é a velhice do mundo

>> domingo, 9 de agosto de 2009

Com a profunda mudança cultural no que se entendia por relacionamento, hoje vivemos uma sistemática estranha, tão sincera quanto um misto de self-service com fast-food, só que envolvendo pessoas.

-Acredito que alguns valores se perderam.

Quero deixar bem claro que não faço a menor questão de apresentar aqui um panorama completo, trata-se apenas de um recorte bem particular, quem sabe instigar um leitor desavisado provocando alguns momentos de reflexão? Talvez. O fato é que conversando com algumas pessoas, há certo tempo, percebo que o quadro é semelhante.

Cria-se um escudo. São várias pessoas vivendo em constante estado de afastamento, tentando não se expor, tentando não se envolver de verdade. Hoje somos solteiros por opção. Nos aproximamos mais da família, dos amigos, até aí tudo certo. O problema é a ligação intensa - até demais - com o trabalho, que passa a ser a razão de vida, e não o meio de vida.

O filósofo francês Paul Virilio diz que "a velocidade é a velhice do mundo", radicalismos à parte, acredito que existe aí algo valioso. Seria legal, não seria? Se pudéssemos puxar um pouco o freio de mão, e nos darmos ao luxo de viver com um pouco de ingenuidade, afinal hoje é tudo tão didaticamente esmiuçado, esvaziado até o limite do grão, do pixel.

Conclusão aqui não há. Talvez a maior parte seja mentira, porém nunca me comprometi a escrever grandes verdades. Também, já estava na hora de atualizar isso aqui.


Em tempo:
Não é porque estive de aniversário na semana passada.
Hahahah.

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Mothafockin' Journalist

>> domingo, 21 de junho de 2009

Era só o que faltava. A profissão de jornalista já é ingrata por natureza, mas os almofadinhas do STF tinham de aplicar o golpe fatal. Já ouvi inúmeros argumentos, mas não consigo reagir de outra maneira, senão com grande indignação, ao fato de o diploma de jornalismo ter sido considerado inconstitucional.

E agora?

Bem, vamos gozar a "livre difusão das informações", não é Gozo?

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Governo, pesquisas e opinião pública

>> domingo, 31 de maio de 2009

É inegável que uma sombra ronda o governo do Rio Grande do Sul. As acusações envolvendo a governadora Yeda Crusius por suposta utilização de dinheiro de campanha para adquirir uma casa no valor de 750 mil reais ganharam força nos últimos dias, motivando a realização de uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito, para investigar a veracidade das acusações. Enquanto os parlamentares buscam as assinaturas necessárias para a instalação da Comissão, os veículos da imprensa especulam.

No domingo, dia 31 de maio, Zero Hora publica em sua página 10, espaço assinado pela jornalista Rosane de Oliveira, uma pesquisa avaliando a percepção dos gaúchos em relação à situação do governo, bem como dos possíveis responsáveis. Conforme publicado, “A percepção da maioria dos eleitores gaúchos em relação à crise política que atinge o Rio Grande do Sul é de que a principal responsável é a governadora Yeda Crusius e que a solução depende, em muito, de instituições como a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário”.

Segundo o sociólogo francês Dominique Wolton, “As pesquisas de opinião são um instrumento complementar de percepção da realidade. Ele tornou-se onipresente, diminuindo outras possibilidades de percepção. Não se inscreve numa lógica de informação pública”. O problema em veicular esta representação particular da realidade está justamente no fato de que a mesma é apenas uma parte do processo.

Um questionamento: seria este o momento mais adequado para medir a opinião do povo em relação à crise no governo? Este comportamento ofensivo por parte da mídia explica muito o comportamento dos próprios políticos, constantemente questionados sobre soluções imediatas, desconversam, recorrendo às populares manobras retóricas. Algumas decisões precisam ser tomadas nos palácios, não no espaço público, e esta sede da imprensa, de estar sempre presente no momento das decisões, termina por influenciar profundamente nas decisões.

Zero Hora também se valeu do Twitter para propagar a manchete “Pesquisa revela como os gaúchos avaliam a crise política instalada no RS”. Considerando que a pesquisa é uma fotografia do momento, não seria mais honesto com o leitor que o jornal esclarecesse a volatilidade destas informações? Enquanto isso aguardamos a decisão de instalação ou não da CPI, mesmo não sabendo quais seus verdadeiros motivos.
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Farra das passagens no senado

>> quinta-feira, 30 de abril de 2009

Um depoimento do jornalista Luiz Carlos Prates, profissional de ampla experiência, famoso por seus editoriais inflamados e muitos socos na bancada.

Confesso que fiquei com vontade de assistir a RBS de Florianópolis, haha.


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